Quando eu era bem menininha eu amava entrar na história das protagonistas das novelinhas infantis que eu assistia. Mas não pense que era qualquer novela, eram as preferidas mesmo. Cada uma com suas histórias completamente diferentes, mas que desde cedo eu já me identificava.
Era o tipo típico da história de uma garota que já foi muito azarada na vida e que como todo final feliz ela esfrega na cara de todo mundo que conseguiu ser realmente feliz. Falei de um jeito não muito agradável, eu sei. Há alguns anos atrás eu poderia ter explicado de uma maneira mais "compreensiva", como, "...ela deu a volta por cima e conseguiu realizar seu grande sonho.", mas com o passar desse tempo que não para de passar cheguei a ser dura comigo aprendendo a tropeçar em algumas palavras, talvez. Mas essa fase já passou.
Com um certo tempo eu percebi que chega a ser sem graça viver histórias inventadas e não viver a sua. Então, me arrisquei a ser a protagonista da minha própria história. Isso é real. O que tiver que acontecer de super emocionante e aventureiro, aconteceu.
O tempo não para. Não é assim?
Seja novidade ou não. Legal ou não. Interessante ou não. Eu deixo tudo arquivado. A história da garota que arquivava seu dia a dia.
Eu mesma me intitulei como a "Garota do Arquivo".
“Querer ser outra pessoa é um desperdício da pessoa que você é.”
